A raiva que te assola, é, algo que sempre te assolou.
A confiança que tens, nunca deixou de ser a mesma que sempre tiveste.
Acreditar em mudanças, é crer em ti mesmo.
Crê e vê.
Não invento desculpas, não me escuso a toda a hora.
Sou apenas algo que o teu imaginário um dia quis que fosse.
Nunca me permitirás ser o que verdadeiramente sou, pois as minhas demais peripécias no passado não te permitem avançar.
Mas também tu tens telhados de vidro, e, quando cospes para o ar,
certifica-te que és astuta o suficiente para olhar para cima, mas também veloz para que te possas desviar atempadamente.
Portanto...
Desculpa falhar.
Desculpa não ser parte do teu imaginário.
Perdoa-me a mágoa provocada.
Não fui o que sonhaste, mas fui eu somente.
Imperfeito e com arestas aguçadas.
Agora irás sorrir.
Agora serás livre.
Beijo P.
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