Era eu um pequeno gaiato,
olhava para as estrelas,
vivia na sombra que o vento talhava em dias soalheiros,
mordia uma fé de pouca esperança,
esperava atingir cumes sem ser alvo de chacota,
olho-me agora,
dilacerado pela sombra, esquartejado pelo vento, estortegado pelo sol,
sol que em alternes de volúpia pretendia,
nunca atingia,
a forma é ambígua,
trás consigo o pio do bufo,
real,
não fará o mal,
quando devia sonhar,
desperdiçava o ensejo a matar.
sim senhor tou verdadeiramente consumido por este teu post :)
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