Mostrar mensagens com a etiqueta Jacinto Parreira. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Jacinto Parreira. Mostrar todas as mensagens

20110805

Cenas...

Enquanto encaro o teu pesar com pesar, derramo pingos de salitre que me ofuscam a visão.
Beijo (bejo)!








20110724

Enfadado

Entre o choro das perdidas lágrimas que por a face abaixo não lhe escorrem, uma enorme revolta prossegue dentro de veias capilares que pertencem a um corpo moribundo.

Deambulo perdido entre canais de alcatrão que quão negro ele pode ser entre todas as fantásticas cores que o circunda, quão quente, nu, viril, aberto, sincero, humilde, sólido e abrasivo onde ele subtrai quilómetros de despojos não funcionais.

Durante 63 dias esta estrada foi percorrida, num balancear de rectas extensas, outras curtas, íngremes subidas, curvas apertadas, contra-curvas, descidas vertiginosas e até mesmo de...



"Eu quero estar lá
Quando tu tiveres de olhar para trás.
Sempre quero ouvir
Aquilo que guardaste para dizer no fim.
Eu não te posso dar
Aquilo que nunca tive de ti,
Mas não te vou negar a visita às ruínas que deixaste em mim.
Se o nosso amor é um combate
Então que ganhe a melhor parte.
O chão que pisas sou eu.
O nosso amor morreu quem o matou fui eu.
O chão que pisas sou eu."

Amor Combate por Linda Martini

...colisões evitadas a seu tempo as quais milagrosamente lhe poderam permitir a vida.
Calor assolou a perdida desidratação permissiva, onde sem licensa lhe reclamou da mesma forma que lhe tinha sido oferecida.
Por que lhe foi dado, porque ele pediu, porque se permitiu, porque ele tinha sido violado por quem não tinha compaixão, por quem tinha uma visão não equitiva.

Por quem não soube lidar consigo próprio, por quem impôs, tanto impôs, condicionou, ofereceu, prometeu.

Enfadado ou agastado. Nada mais.

20110628

...Apenas!

"Engraçado como num instante temos o mundo e no outro a seguir perdemo-lo para sempre...

Não acredito em distâncias. Somos nós que a fazemos. Por mim, fico perto de ti, como tua amiga, porque gosto de ti, muito e tenho um grande carinho por ti. És uma pessoa especial, não és um qualquer.

Por vezes, as coisas não acontecem quando queremos e como queremos, mas temos que saber lidar com isso, enfrentar de cabeça erguida. Nunca se sabe o dia de amanhã...

O que mais me tem custado é o silêncio que se gerou. Eras um amigo, que de repente perdi. No fundo, foi isto que mais me doeu.

Desculpa se te magoei, se te iludi, não foi minha intenção. Odeio magoar alguém, especialmente quando é alguém que gosto. Por isso, desculpa.

Espero que um dia, consigamos estar bem, sorridentes, a falar de musica, fotografia, o que quer que seja. Por agora, é mais fácil escrever...

Beijo"

20110623

Sticker



Entre tudo e todos, por mais que te amassem, não há nada que não consigas.
Haverá sempre alguém que mesmo no silêncio será verdadeiro.
Sou parte de ti Flor.

20110613

Esgar

Tudo é formal, tudo é apenas profissional. Tudo? O tudo o que é?
Entre compromissos e sorrisos, os olhares trocam diálogos mirabolantes. Assim de repente e sem que me aprecebesse, eis que surge. Bocas tingem vontades de entrelaçar linguas sendentas de uma vontade já calcinada.
No entre-surgir da imersão submersa, semeia-se o vento que por entre as folhas trata o que intratável é. É a sublime razão para a não existência. É a existência da razão.
Por que será que acontece? Haverá alguma particular existência para ser?
Coloco de uma outra forma. Porque será que aconteceu? Aliás, será que é?
Uma vez mais...
Agora do início.
Não há volta a dar.
Maldito sejas confirmação do não, que emaranhado num esgar morres em volúptia feliz.

20100427

Os Tijolos

De todos os que estão ali, para mim, aquele é o melhor tijolo!

Como assim? São tijolos! São todos iguais! Não vê que é apenas uma parede composta de tijolos, cimento, areia, ferro, tinta, água e o resto a física encarrega-se...

Amigo, para si todas as pessoas são iguais?

B) Claro que não!


Mas o amigo ao dizer que são apenas tijolos, os quais são todos iguais, com certeza dirá que as pessoas também o são. Pois seguindo o seu raciocínio, as pessoas são todas compostas de ossos, sangue, músculos, olhos, boca... Ora se, as pessoas não são todas iguais, apesar das semelhanças dadas por moldes, logo, os tijolos também não o serão. O que qualifica a superioridade daquele tijolo, é a sua robustez, a sua dinâmica, as suas arestas gastas por talhos da melhoria, que fizeram dele, na minha opinião pessoal, o melhor dos tijolos.

Já agora o amigo não se importa de me dizer, para si qual é o melhor?

20090416

Guerra inadudível

O sexo é para alguns como a guerra. Iniciam-se as conversações.
Os diálogos intensificam-se, as tensões aumentam, súbito desencadeiam-se momentos intensos de grande emoção, onde os serviços de espionagem se seguem para avaliar terrenos.
Depois da inteligência, segue-se a infantaria para iniciar a invasão.
Depois, depois tu já sabes. Só poderá haver um vencedor.

Fungos inaudíveis

O cigarro queima devagar, e quando mais sinto prazer de o fumar noto que chegou ao fim. Por uma vontade inebriante daquele vicio, poderia até chama-lo de prazer, mas de prazer pouco me traz, acendo outro, contudo não me saberá da mesma forma.
O barulho entre os sacos plásticos que dentro de recipientes côncavos os guardam, são gerados por um pequeno rato. Vi-o uma centena de vezes. As pessoas aqui não têm medo dele, nem geram pânico quando por ele são confrontadas, mas se por razões que a mim me ultrapassam, ele as trepa, logo se aprontam a libertar as suas cordas vocais em timbres de grande susto. O importante no meio de tudo isto, é nada. Aqui é um meio onde apenas o fim é determinante, logo, se se começa, se se vai a metade ou na recta final, nada disso importa.
O fim! Esse sim.

20090407

O novo inaudível ou Beat me senseless?

Ela vai. Ela não volta. E o tempo é apenas uma membrana que, nos divide, correndo para tentar chegar à salvação.
Vejo-te com o teu sorriso tão honesto para a vida, onde, a esperança terminou um dia. Em cima de todas as evidências, fui cego, não consegui ver a verdade que me era mostrada. Incrédulo à posterióri quis culpar quem de culpado foi alheio.
No sol que debaixo das memórias alumia, que cria o arco-íris e pinta de colorido o céu. Momentos. Eles vão e voltam, mas, vão e voltam porquê? Porque não ficam? Debaixo das memórias, eles nascem, e assim nasce a nossa sorte, mas também morrem. Morrem com o sol. Nascem com a lua. Morrem de esperança branda, renascem nos medos alheios da lua.
Apartem os fragmentos dos ímpios entre escombros de melodias erógenas. Quanto tempo és conhecido? Há quanto poderias tu ter questionado? Porque não o fizeste? Porque te culpas? A esperança é inalcançável nos suaves ruídos da chuva. Gotas de dimensões diminutas que ecoam no solo. O velho muro de musgo coberto, tem apenas uns centímetros. Atravessa-lo. Quando tu és atravessado, por gotas que fermentam, o fim da terra te trará.
Tu esperas que algo de novo se possa apresentar. Na vida nada é novo. O novo é um conceito. O novo já foi usado.

" And daylight comes and fades with the tide.
I'm here to stay "

20090401

Intitula-a tu!

São aranhas saltitantes que rodopiam pelas planícies daqueles vales emergentes. Por vezes sinto uma comichão, outras cócegas. Penso que sejam sensações que desconheço. Penso que não estou a tripar com aqueles cogumelos que colhi esta manhã na casa de banho do meu roupeiro. Julgo que a porta do meu quarto é suficiente para travar qualquer invasão, contudo, não estou seguro de tal. Quando seleccionam a sua víctima, fazem-no de modo singelo, como se estivessem simplesmente a passear, como se nada fosse, como se pertencessem aquele mundo. Naquele mundo repleto de coisas sem sentido, sem significado, mas claramente bastante alusivos à prática do spider-killing. A aranha, essa prossegue o seu caminho como se nada fosse. A naturalidade com que trespassa a minha secretária, a maneira simples de como trepa por a minha roupa, e de como invade o que de seu nada tem, deixa-me repulsivamente agoniado, de forma tal que desejo mata-la, esborracha-la, ali, naquele momento, naquele mesmo instante. Limito-me com um forte sopro destes caducos pulmões que o viciante tabaco vai matando emancipadamente, fazer com que invada outros territórios, outros horizontes, locais novos onde possa fazer o que a sua natureza urge. De tudo isso não poderei ser eu responsável. Aranhas saltitantes em delírios deambulantes que em tantas formas serão algo crescente em jogos pertinentes de uma manhã de primavera.

20081125

Vive

Nasço,
por horas de pranto.
Vivo,
por quanto não o sei.
Sonho,
que tanto nunca contei.
Respiro,
um pouco que me aquece.
Sinto,
tanto como te faço sentir.
Saúdo,
com júbilo a regozijar.
Amo,
mas não como amei.
Findo,
mas jamais o saberei.

20080827

Rio... Pois não choro.

Rio que flui
pedra que amolece
sem obstáculos impossíveis de superar.
Rio, pois não choro
rio esse, rio que corre
rio que cria novos caminhos.
Sua água cristalina espelha um reflexo
teus olhos, teu sorriso talhados pela queda do rio
trazem felicidade ao meu músculo
que comanda o teu fluir.
O rio que segue uma estrada.
Rio na estrada.
Tua estrada, o meu rio.

Por vezes...

Por vezes penso, penso que talvez ainda penses. Penso que, quando penso, tu não pensas, tal como quando tu pensas eu sinto.Se tu ao menos pudesses sentir o que penso, e pensares no que sinto. Provavelmente, com tamanha comunhão poderíamos ambos sentir e pensar o mesmo. Poderíamos até saber tudo o que é relevante. Poderíamos ser para sempre ignorantes. Desde o início dos nossos momentos e deixando a retórica para trás, ignorando o passado, houve algo. Algo esse que ficou sempre algures, em algum lugar. Não bastou. Não terá importancia. O importante é mesmo o presente, e como se conjugará o futuro. Isso sim e fundamental. Mesmo distante por uma mera dezena de milhar de quilómetros, não consigo deixar de te pensar, de te sentir, de por pouco que seja pelo meu cansaço, te desejar. O sentimento do pensamento é algo interessante. Um dia, certo dia ultrapassaremos tudo isto e definitivamente nos uniremos. Sei que no meio de tudo, apenas soube de mim, de ti... De ti pouco soube. Soube apenas o que por ti senti, em pensamentos, em sentimentos, ocultos e de pouca liberdade, confusos desejos nunca atingidos. Simples seria questionar porquêl... Difícil seria a resposta que poderia nunca acontecer. Não posso passar por isto de novo. Eu não posso passar por isto de novo! Eu não quero tudo isto de novo!! Foi bom. É bom. Será melhor ainda.

20080718

Invasões inaudíveis

Todos os recursos lhe parecem limitados, a imaginação, o tacto, a forma, a dor, a vontade afectiva, a saudade permanente, e, o gosto por experimentar um sentimento apuradíssimo. A sensação é a de que, mais que produzir sons, ele modela os silêncios, mais que escrever frases, ele ergue afectos, mais que ser amado, ele deseja amar, tentando sempre construir uma estrutura lógica de improvisação, abrindo o leque aos sentimentos, estiolado e afastado por todos os momentos. Se tudo isto pudesse ser, colocado numa selada garrafa de absinto, atirada ao mar, e desejar que nunca mais voltasse aquela costa, ou mesmo que voltasse a terra, que ao menos o fizesse numa qualquer outra praia, a qualquer outra pessoa. Uma lágrima de sangue escorre no tingido véu, deixado num velho jazigo. O pranto é vestido ao entardecer, quando um anjo descende dos céus, trazendo consigo uma gélida torrente de lava. No azul frio do chão da morte, construído de gelo luzidio, vazio, em metal acre de arrepio, são devolvidas as sensações e restituídas a seu portador. Não mais lhe serão impostos limites.

20080711

Adoro o inaudível

Adorava afundar-me. Encher os meus pulmões com litros de água. Faria de mim uma outra pessoa. Sinto que o poderia fazer sem infligir qualquer dano. A água iria acalmar algo que sinto. A água inundar-me-ia. Uma sensação de perda, mas não perdi nada, contudo há algo que me falta. A água nos meus pulmões iria preencher um vazio que neles existe. Sei que se os enchesse, eu não me afogaria. Sinto-me um pouco à semelhança de um super-herói, o qual parece ser totalmente indestrutível, mas que no fundo tem, uma qualquer fraqueza que o derrota com o mais sublime gesto. As lágrimas escorrem-me dos olhos. Descendem por umas míseras maçãs que disponho na face, em direcção a esta tão brega e ordinária boca. Invadem-me corpo a dentro, trazendo o salgado que a vida ajuda a passar. São memórias. São sôfregas. São de saudade. Nunca pensei que pudesse custar. Adoro os "Ventos Animais". Adoro o poema. A metáfora. A poesia. A dor. Escorrem lágrimas no meu olhar. Tingem as maçãs da minha face. Adormecem a ansiedade do meu coração. Estou sensível. Estou com saudades. Estou de partida. Agora, não regresso, mas continuo a deixar parte de mim. Quero chorar como uma criança. Compulsivamente. Chorar e abraçar. Quero rasgar o sol em pequenas silhuetas de tropel num amor estampido e transcendental. Tenho sede. Quero vomitar a dor da minha alma. Sou menos de um ponto. Quero um chuto.
Quero...
...Morrer de ágil volúpia em escárnio de felicidade.