Ela vai. Ela não volta. E o tempo é apenas uma membrana que, nos divide, correndo para tentar chegar à salvação.
Vejo-te com o teu sorriso tão honesto para a vida, onde, a esperança terminou um dia. Em cima de todas as evidências, fui cego, não consegui ver a verdade que me era mostrada. Incrédulo à posterióri quis culpar quem de culpado foi alheio.
No sol que debaixo das memórias alumia, que cria o arco-íris e pinta de colorido o céu. Momentos. Eles vão e voltam, mas, vão e voltam porquê? Porque não ficam? Debaixo das memórias, eles nascem, e assim nasce a nossa sorte, mas também morrem. Morrem com o sol. Nascem com a lua. Morrem de esperança branda, renascem nos medos alheios da lua.
Apartem os fragmentos dos ímpios entre escombros de melodias erógenas. Quanto tempo és conhecido? Há quanto poderias tu ter questionado? Porque não o fizeste? Porque te culpas? A esperança é inalcançável nos suaves ruídos da chuva. Gotas de dimensões diminutas que ecoam no solo. O velho muro de musgo coberto, tem apenas uns centímetros. Atravessa-lo. Quando tu és atravessado, por gotas que fermentam, o fim da terra te trará.
Tu esperas que algo de novo se possa apresentar. Na vida nada é novo. O novo é um conceito. O novo já foi usado.
" And daylight comes and fades with the tide.
I'm here to stay "
Who me?
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